Quinta-feira, 31 de Maio de 2007

III edição do Forum Mundial de Educação

Porto Alegre, Brasil

É hora do descanso em Porto Alegre.

Pescadores amulatados pelos séculos

Agradecem a Deus a comida que buscaram.

 

Longe (mas por pouco tempo!)

barcos técnicos ilógicos lutam com a Terra

Com armas capazes de tudo matar.

Matar o mar! dominar, ganhar, lucrar?

Crédito: Ana Carolina Queiróz - Salvador (BA)

Coube a esta gente universal

Acordar a Terra inteira na alvorada

Questionar o lucro em global

Salvar os que não sabem nem pescar

Salvar os ricos da miséria de que fogem!

 

publicado por paradoxosfilho às 08:01
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Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

Chavéz

Perdido o petróleo, aos EUA pouco interessa a distribuição de terras na Venezuela. Chávez tem vindo a fazer uma reforma agrária, benéfica para lavradores sem terra, prejudicial aos grandes proprietários, que vão vendendo as terras, antes que as tomem. Reeleito com mais de 60%, em eleições que foram consideradas livres por observadores internacionais, o presidente da Venezuela cometeu um erro histórico, que pode custar as terras aos novos proprietários e o petróleo ao país: decidiu fechar uma televisão que vem exprimindo o descontentamento dos prejudicados. Com uma ridícula retórica de que esta, ao falar sobre a tentativa de assassinato do Papa, estava a sugerir o assassinato do Presidente, tenta— e pode ter poder para o conseguir— fechá-la. A liberdade de expressão é essencial à democracia. Portando-se como um tirano passa a ser um tirano, muito embora tenha sido eleito democraticamente e tenha feito muita coisa para libertar o povo da miséria. Vai havendo regras, na política, como no futebol, permita-se o optimismo: há cartões vermelhos; para já, o árbitro, que é a opinião publica mundial, deu-lhe um cartão amarelo!

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publicado por paradoxosfilho às 16:31
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O poder é inútil 2

            Falaram-me do poder das palavras. É como falar do poder de uma escavadora, ela pode mudar um sítio mas só faz o que o seu condutor quiser. As palavras não têm poder, são um instrumento. O poder sobre a realidade pode ser bem ou mal usado. Sobre as outras pessoas é inútil, é minha convicção que se trata sempre de um uso inconveniente, prejudicial para ambas as partes, um erro.

            Mas as palavras podem evitar lutas, que são inúteis perdas de energia. Por exemplo, cabe agora a Portugal fazer a diplomacia europeia que pode evitar um confronto (não militar mas na frente económica) com a Rússia. Com as palavras podemos encontrar a verdade possível, aquela dose de verdade que as informações de ambos mostrem. Podemos ajudar-nos mutuamente a perceber que é conveniente, a ambos, um acordo e inconveniente um confronto. As palavras, ao contrário do poder, são úteis.

publicado por paradoxosfilho às 13:14
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Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

Sincronicidades 3

Aproxima-se o "pico do petróleo", o máximo de produção mundial possível, a partir do qual ela não "dá para as encomendas" e a lei da oferta e da procura fará disparar o preço do (ainda) combustível mais barato e mais usado. Sobretudo nos países não produtores, como o nosso (ficou demontrado, geológicamente, no Forum "A Factura da Energia" ,que são falsas as notícias de que possa haver petróleo em Portugal).

Junto, com a devida vénia, algumas conclusões tiradas do Forum por Octávio Viana, presidente da ATM, que merecem ser divulgadas:

1.        O pico mundial de produção de petróleo está muito próximo (1 a 4 anos) e vai trazer grandes problemas às nossas sociedades.

2.        O máximo das produções de gás natural está algo mais distante (talvez a 15 anos), mas possivelmente será também a um prazo suficientemente curto para que devamos já planear para ele.

3.        O máximo mundial de produção de carvão está muito menos longínquo do que era tradicional supor (possivelmente a menos de 30 anos).

4.        O conjunto de petróleo + gás natural + carvão representa uma percentagem elevadíssima dos consumos humanos de energia, e o seu esgotamento vai trazer problemas gravíssimos e difíceis de mitigar.

5.        Portugal é um dos países mais dependentes do exterior no que diz respeito a importações de energia fóssil e, se mal dirigido na fase de transição que se avizinha, pode vir a ser dos países que mais vão sofrer com a futura escassez energética. Por outro lado, Portugal tem boas condições naturais para apostar em diversas abordagens ligadas a energias renováveis.

6.        A única alternativa que podemos prosseguir é apostar simultaneamente na eficiência energética (ao nível dos veículos, dos edifícios, dos processos industriais, e da organização dos espaços urbanos) e na produção de todas as formas de energia renovável que se vão tornando competitivas.

7.        As energias renováveis (hídrica, eólica, solar, biocombustiveis líquidos, biomassa sólida, etc.) devem ser incentivadas de forma inteligente. As que ainda não são inerentemente competitivas devem ser apoiadas ao nível da investigação e de iniciativas piloto de produção em pequena escala. As que já são competitivas (hidroeléctrica, solar térmica, eólica, alguns dos biocombustiveis) devem ser rapidamente implementadas em escala tão vasta quanto possível.

8.        As tecnologias “convencionais” de produção de energia nuclear de fissão continuam a gerar posições antagónicas, e a motivar grande discussão. A este nível é essencial apoiar a investigação, e deve discutir-se seriamente, tendo em conta os argumentos contra e a favor, a possibilidade de implementação de uma central em Portugal. 

9.        As tecnologias nucleares de fusão continuam a representar uma promessa distante, com a qual não se pode contar dentro de prazos realistas.

10.     É absolutamente fundamental que o processo de decisão de grandes opções estruturantes para o país e de grandes investimentos sejam baseados no conhecimento mais completo e actual sobre a evolução previsível da disponibilidade futura das diversas fontes energéticas. A tomada de decisão sobre opções como construção de novos aeroportos, etc., apenas considerando cenários de “business as usual” é totalmente errada. Os especialistas nas áreas técnicas da disponibilidade de energia devem ser consultados durante o processo de tomada de decisão.

11.     É essencial informar melhor sobre estas questões os decisores políticos e empresariais, e também o público em geral. Para isso é fundamental contar com um maior esforço da comunicação social, das autarquias locais, etc..

publicado por paradoxosfilho às 20:33
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Quinta-feira, 24 de Maio de 2007

Paradoxos filho

A mentira compensava com o poder aquele que dizia que “em política o que parece, é!”.

Paradoxos filho

publicado por paradoxosfilho às 21:06
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Quarta-feira, 23 de Maio de 2007

Sào coisas que se passam

A avaliação que diferentes pessoas fazem da realidade é diferente.

Comecemos por procurar saber se há a tal de realidade ou se é apenas subjectiva.

Uma lagartixa subiu a coluna de pedra e, depois, a trave de madeira; agora não a vejo, ela é real? Para responder vou buscar as palavras. Existe a palavra realidade e o conceito aplica-se aquela lagartixa que não vejo. Pois é esse conceito, produto do esforço antiquíssimo que vamos fazendo para comunicar uns com os outros e a que chamamos cultura, aquilo que é a realidade. A lagartixa existe embora não esteja visível.

Há, actualmente, filósofos que negam a existência da realidade. Mas não podem negar a existência das palavras que usam, que são usadas por muitos, foram usadas por muitos que já não são vivos e, provavelmente, continuarão a ser usadas. Os conceitos existem e correspondem aquilo para que servem. Seria simpático que a lagartixa aparecesse outra vez, mas elas costumam estar escondidas a maior parte do tempo e isso também é real. A realidade é o conceito de real. É útil, precisamos dos conceitos para comunicar, em última analise para sobreviver enquanto espécie.

Sabemos que cometemos (e amiúde) erros na nossa avaliação da realidade. Por desleixo de a ir procurar posso dizer que não há lagartixas por aqui. Ou seja, para eu conhecer a realidade tenho que aceitar um esforço, uma procura. Àquilo que vemos chamamos o visível, não a realidade. Confundir o visível com a realidade é um erro. A realidade é um conceito que inclui muita coisa que não conhecemos. Mesmo colectivamente (o conhecimento científico), não abrangemos a realidade.

Mas isso não quer dizer que não possamos conhecer aquilo que conhecemos. Como acontece que a vi subir a coluna eu posso afirmar que há uma lagartixa por aqui, provavelmente em cima da viga mas, decerto não muito longe. Se alguém chegar e me disser que não há lagartixas por aqui eu informo-o de que está errado. Assim, sem a ter visto a subir a coluna, o visitante pode saber que ela existe.

É claro que para que haja esta possibilidade de conhecer realidades que não experimentamos é necessário que falemos verdade e confiem em nós.

Tem imenso interesse, é útil ao grupo (à espécie) que as pessoas façam corresponder as palavras à realidade e que confiem umas nas outras. Dessa forma a cultura permite-nos alargar imenso o nosso conhecimento do real.

Daí que se tenha criado uma pressão social para que as pessoas tenham cuidado em procurar ser verdadeiras e em confiar umas nas outras. Sem isso não há cultura, nem civilização, voltamos atrás, ao tempo dos primatas espertos que somos no fundo.

Houve uma época em que se valorizou a força, o tempo das tiranias dos anos 30, na Europa, um tempo em que redescobrimos a nossa natureza animal, valorizamos o poder, os macacos alfa (como o senhor Hitler LOL), a ideia de que a vida é uma luta, ideia resultante do conhecimento, biológico, do funcionamento das outras espécies não falantes.

Estes novos valores entraram em contradição com o de procurar a verdade. Se o meu objectivo for ter poder sobre os outros pode ser-me útil mentir. De tal maneira se tinha tornado natural valorizar a verdade e a confiança que o povo foi presa fácil da mentira. Por exemplo Salazar apresentou-se como um homem sério e foi-lhe fácil esconder o que hoje todos sabemos: que mandava para o Tarrafal os adversários políticos mais incómodos e que lá se morria quase sempre, por doenças, pelo simples calor na “frigideira” e pela falta de bons cuidados médicos.

A mentira compensava com o poder aquele que dizia que “em política o que parece, é!”.

Hoje conhecemos a verdade mas os estragos na confiança e, portanto, na evolução cultural foram brutais. Andamos para trás. Hoje desconfiamos uns dos outros provavelmente muito mais que antes dessa época em que pessoas foram, às escondidas do povo alemão, para campos de extermínio. O trabalho de restituir a verdade como valor interessante e a confiança que disso resulta ainda vai demorar muitos anos.

Como adaptação muitas boas pessoas decidiram negar a realidade. Quando se fala de verdades que estavam escondidas, como o Tarrafal, zangam-se. Talvez porque era confortável não saber? Não sei, sei que se zangam, que começam a insistir que a verdade é um mito, é subjectiva, é a nossa mas não é a de todos, não existe, até nos dizem que não é útil afirmá-la, que só lhes interessam as verdades que sejam úteis!

Faz-me lembrar a história de um casal que queria ir de carro para Lisboa mas se enganou e, quando descobriu que estava a caminho de Braga ficou a discutir, continuou a avançar para não perder tempo e demorou muitos quilómetros até fazer a inversão do sentido de marcha. Há quem diga que almoçou em Braga, e, para encontrar uma utilidade ao engano, decidiu que tinha sido boa idéia. Terá chegado a Lisboa ou convencer-se-ia de que queria ir a Braga? Teria sido uma "verdade" útil para o seu bem estar?

Ou seriam uns antiquados para quem só há uma verdade, a de que se tinham enganado no percurso e tentado enganar a si mesmos? Depende de se a verdade lhes interessava ou não. Uma coisa é certa, aqueles para quem ela interessa têm uma maior probabilidade de realizar o seu objectivo, neste caso de chegar a Lisboa. Aqueles para quem ela não interessa poderão ter poder sobre os outros, mas não sobre o seu destino! Andam à deriva e não são livres. Com as civilizações é pior--andam definitivamente para trás!

 

 

publicado por paradoxosfilho às 12:35
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Sábado, 19 de Maio de 2007

Sincronicidades 2

A Factura da Energia foi um conjunto de conferências e mesas redondas bem sucedido. O som integral vai ficar disponível no sítio/site não oficial da Associação de Antigos Deputados.

 

Muita informação científica, relato algumas ideias.

 

Todos estes anos os poços de petróleo tinham sempre uma grande margem entre o que forneciam e o que podiam fornecer, andava pelos 20% de folga. Agora e de 1 ou 2%. O petróleo ainda e a energia mais barata mas, não só por esse dado, chegamos ao pico de produção, ou melhor, ao planalto, o pico será dentro de meia dúzia de anos, no máximo. O gás e o carvão virão a seguir. Os preços vão subir exponencialmente e os países que não teem petróleo, como o nosso, serão os mais afectados. O carvão, que entretanto desenvolve técnicas limpíssimas de extracção e um tremendo produtor de CO2 nessa extracção, dai aparecer a energia nuclear como substituto para o seu emprego no fabrico de energia eléctrica. Assunto muito polémico.

 

Portugal tem um grande trunfo, que tem obrigação de desenvolver, e os pais da Europa com melhores condições para aproveitar a energia solar. Grandes centrais por aquecimento de água são possíveis. As células foto voltaicas teem aplicação nos telhados das casas (foi asneira usa-las numa central). E imenso o potencial, se todos os telhados a Sul o aproveitassem. As leis poderiam ajudar em vez de atrapalhar. A matéria-prima e a sílica, que vem da areia. Valeria a pena investigar uma forma nova de a extrair e produzir, em Portugal, telhas geradoras de energia. Não nos faltam cabeças universitárias. Temos matéria-prima e o mercado potencial é quase todos os telhados do mundo.

 

Falou se do disparate da OTA, é claro que os voos vão diminuir, haja prioridades nos investimentos e não pensemos que estamos no meio do século XX, não estamos!

 

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publicado por paradoxosfilho às 16:34
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Quarta-feira, 16 de Maio de 2007

Condicionalidades

árvore no desertoHá quem diga que não poderíamos sobreviver sem a maravilhosa capacidade de esquecer. Mas sabemos que nada esquecemos, mesmo aquilo que enterramos em camadas inacessíveis do inconsciente; mesmo sabendo que as memórias se refazem, essa capacidade maravilhosa de esquecer é apenas à superfície. Espantosas e realistas memórias esquecidas aparecem com um eléctrodo bem colocado ou, até, com a hipnose.

Memorizaremos aquilo que escolhemos não ver, ou não ouvir, e que nos passou diante dos olhos? Há quem veja, em retrospectiva, o que não quis ver na altura. Mas, sempre, para ver, tomamos um ponto de vista. A partir do mesmo ponto no espaço físico duas testemunhas vêm coisas diferentes, porque têm diferentes pontos de vista mentais, diferentes preconceitos, como sói dizer-se.

É por isso que, para conversar, mister é que partilhemos algumas vivências (ou a falta delas!) para partilharmos pontos de vista comuns. Se não os tivermos só nos restam as palavras; é mais fácil conversar com quem atribui às palavras significados precisos e resultantes de leituras comuns em que elas apareçam. Como conversar é essencial para as pessoas se entenderem, a disciplina de Português, a leitura dos nossos clássicos, é a única tábua de salvação quando para falar com quem veja as coisas por outros pontos de vista. Mas essa tábua não evita o naufrágio da conversa quando a cegueira ou a surdez selectivas são usadas para sobreviver. Quando estamos tão certos da perfeição do nosso olhar que só vemos o que o não ponha em causa, quando não houver um pedacinho de humildade que procure as hipóteses de erro, nem o Português nos salva do naufrágio da conversa.

            Tudo isto é natural, tudo isto é humano. Resta-nos aceitar a cegueira dos outros, sabendo que a temos, diferente. Esse aceitar, se incondicional, chama-se amor.

publicado por paradoxosfilho às 19:08
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Domingo, 13 de Maio de 2007

Apelo aos surdos

Árvore na Mauritânia

Lavravam a terra de sete em sete anos

Respeitando os sobreiritos, o futuro.

E tiravam a cortiça com perícia

Alheios à riqueza que criavam.

Viviam de bolotas, de paisagem,

De canções vagarosas e de esperança.

 

Mas Abril se fez Dezembro e seco,

Florestas de ganância podaram os montados

E o deserto espreita, do futuro incerto

 

Não é tarde demais, senhoras de Cascais,

Deixai os vossos filhos defender a Terra

(Já que mal sabíeis da gente que a cuidou).

Decretai que é bem evitar o deserto,

Saber da poda que salvava as árvores,

Saber das ervinhas e dos animais

— Servi quem vos serviu para que a mereçais!

 

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publicado por paradoxosfilho às 01:14
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007

Ver o mundo

Portugal, visto de Nordeste (da Europa) pelo GoogleEarthO GoogleEarth é um programa com o globo terrestre feito com uma colagem de milhentas fotografias de satélite, muitas já de há alguns anos. Podem-se ver algumas coisas em relevo, agora; as casas todas do mundo, à data das fotos, o enorme impacto da nossa especie de primatas. E é grátis!
publicado por paradoxosfilho às 12:24
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Quarta-feira, 9 de Maio de 2007

Sincronicidade

"O nascer da Terra", foto da Apolo 8

      

                        Foi Jung quem cunhou esta palavra, título de um livro seu, para falar das “coincidências” improváveis que parecem ter um significado, que parecem falar connosco, quais mensagens do inconsciente colectivo.

                        Houve, há 200 anos, um artigo científico na Nature prevendo o efeito de estufa produzido pelo excesso de CO2 na atmosfera; desde há mais de 50 anos que se mede a subida anual desse gás e acaba de sair o relatório encomendado pela ONU que confirma a crise climática em que estamos e a responsabilidade humana nela, sobretudo pela queima de petróleo em quantidades crescentes. Temos uns 10 anos, no máximo, para parar esse crescimento que tem dois séculos e não pode continuar sem matar o planeta. Perdoe-se a bruta verdade científica.

                        Sincronicamente, descobre-se que a Terra não tem mais petróleo para dar. Dentro de uns 5 anos, no máximo, o aumento de produção de petróleo será impossível e deixará de corresponder ao aumento crescente da procura. Foi isto que ficou claro no primeiro seminário organizado pela Associação de Investidores(ATM), que convidou cientistas para o demonstrar com os dados disponíveis.

                        No “momento” (para a idade da Terra é-o!) em que descobrimos “a verdade inconveniente”, como Al Gore lhe chamou, de que temos que parar o aumento de produção de CO2 que vimos fazendo, no “momento” em que, tendo-nos entrado a verdade pelos olhos dentro, procuramos soluções, eis que a Mãe Terra, Gaia, sincronicamente, nos resolve o problema: vamos parar esse aumento anual de CO2 porque não teremos petróleo para o fazer!

              

                        A Factura da Energia é o título do novo seminário em que, além de se reverem os dados científicos se debaterá o assunto, a influência quase impensável que terá na economia mundial, na nossa vida. Decorre na Assembleia da República (que, por coincidência, tem uma comissão sobre o assunto) porque tem o apoio da AEDAR, a associação de ex-deputados. Os oradores prometem… as inscrições também!

 

publicado por paradoxosfilho às 01:33
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Segunda-feira, 7 de Maio de 2007

A Justiça no Cinema

É o segundo ano deste ciclo de quatro filmes, seguidos de debate. O primeiro, na primeira quarta-feira, dia 9,  no Cine-Estúdio do Teatro do Campo Alegre (preço normal), às 21:15, será "L'Ivresse du Pouvoir", de Claude Chabrol , (A Comédia do Poder). Anote o blog do CineClube do Porto, uma velha associação, ao contrário da Associação Jurídica do Porto, ambas de parabéns!
publicado por paradoxosfilho às 09:07
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Domingo, 6 de Maio de 2007

Quadra de Entre-Douro-e-Minho

S.Tiago, Santiago

Quem me dera te encontrar

Tu lá sabes, S.Tiago

Como havemos de chegar!

publicado por paradoxosfilho às 12:26
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Quinta-feira, 3 de Maio de 2007

Liberdade de Imprensa

Transcrevo do Público de hoje, com a devida vénia:

2 de Maio de 2007: O escritor angolano José Eduardo Agualusa foi hoje distinguido com o XII Prémio de Ficção Estrangeira, entregue pela National Portrait Gallery de Londres, pela obra "O Vendedor de Passados".

É um conto, bem escrito, passado em Luanda, sobre um sujeito que criava histórias verosímeis e “documentos” para alindar o passado de quem o quisesse comprar. Antepassados ilustres, graus académicos, honestas formas de se ter enriquecido… Deve ser exótico em Inglaterra, onde alguém que se apresentasse com um passado falso correria o risco de um escândalo público, criado pela imprensa livre. Mas Angola praticamente não conheceu a imprensa livre, passou da censura salazarista para a censura de José Eduardo dos Santos. É um dos muitos países em que ser jornalista é correr risco de vida; o número de jornalistas mortos por fazer o seu trabalho tem aumentado no mundo. E a censura. Por isso, embora o livro seja muito bom, não se pode evitar pensar que os ingleses estão a ajudar Agualusa a sobreviver num país em que a liberdade de expressão não é respeitada; a partir de ontem cresceu a visibilidade de uma possível agressão a esse escritor pelo poder de Luanda e o esforço das tiranias por ser consideradas no Mundo é antigo. O risco que hoje corremos, sobretudo com os desvarios da administração americana, é o de que a opinião pública mundial deixe de respeitar os valores da Declaração Universal dos Direitos Humanos. As infracções banalizam-se, mesmo nos países onde eram impensáveis até há pouco.

Foto de Carlos Serejo, publicada com a devida véniaNeste aspecto, o da liberdade de imprensa, Portugal está entre os mais livres do mundo, tendo como companheiros apenas a Inglaterra, os países nórdicos, o Canadá e a Namíbia! Razão tinha Fernando Pessoa que, lembrando que Lisboa e Atenas estão quase à mesma latitude, nos considerava os herdeiros da civilização grega, neste caso daquele valente povo de Atenas que trepou à Acrópole, onde o tirano se mantinha, e inventou a Democracia.

 

 

publicado por paradoxosfilho às 12:00
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