Sexta-feira, 25 de Maio de 2007

Sincronicidades 3

Aproxima-se o "pico do petróleo", o máximo de produção mundial possível, a partir do qual ela não "dá para as encomendas" e a lei da oferta e da procura fará disparar o preço do (ainda) combustível mais barato e mais usado. Sobretudo nos países não produtores, como o nosso (ficou demontrado, geológicamente, no Forum "A Factura da Energia" ,que são falsas as notícias de que possa haver petróleo em Portugal).

Junto, com a devida vénia, algumas conclusões tiradas do Forum por Octávio Viana, presidente da ATM, que merecem ser divulgadas:

1.        O pico mundial de produção de petróleo está muito próximo (1 a 4 anos) e vai trazer grandes problemas às nossas sociedades.

2.        O máximo das produções de gás natural está algo mais distante (talvez a 15 anos), mas possivelmente será também a um prazo suficientemente curto para que devamos já planear para ele.

3.        O máximo mundial de produção de carvão está muito menos longínquo do que era tradicional supor (possivelmente a menos de 30 anos).

4.        O conjunto de petróleo + gás natural + carvão representa uma percentagem elevadíssima dos consumos humanos de energia, e o seu esgotamento vai trazer problemas gravíssimos e difíceis de mitigar.

5.        Portugal é um dos países mais dependentes do exterior no que diz respeito a importações de energia fóssil e, se mal dirigido na fase de transição que se avizinha, pode vir a ser dos países que mais vão sofrer com a futura escassez energética. Por outro lado, Portugal tem boas condições naturais para apostar em diversas abordagens ligadas a energias renováveis.

6.        A única alternativa que podemos prosseguir é apostar simultaneamente na eficiência energética (ao nível dos veículos, dos edifícios, dos processos industriais, e da organização dos espaços urbanos) e na produção de todas as formas de energia renovável que se vão tornando competitivas.

7.        As energias renováveis (hídrica, eólica, solar, biocombustiveis líquidos, biomassa sólida, etc.) devem ser incentivadas de forma inteligente. As que ainda não são inerentemente competitivas devem ser apoiadas ao nível da investigação e de iniciativas piloto de produção em pequena escala. As que já são competitivas (hidroeléctrica, solar térmica, eólica, alguns dos biocombustiveis) devem ser rapidamente implementadas em escala tão vasta quanto possível.

8.        As tecnologias “convencionais” de produção de energia nuclear de fissão continuam a gerar posições antagónicas, e a motivar grande discussão. A este nível é essencial apoiar a investigação, e deve discutir-se seriamente, tendo em conta os argumentos contra e a favor, a possibilidade de implementação de uma central em Portugal. 

9.        As tecnologias nucleares de fusão continuam a representar uma promessa distante, com a qual não se pode contar dentro de prazos realistas.

10.     É absolutamente fundamental que o processo de decisão de grandes opções estruturantes para o país e de grandes investimentos sejam baseados no conhecimento mais completo e actual sobre a evolução previsível da disponibilidade futura das diversas fontes energéticas. A tomada de decisão sobre opções como construção de novos aeroportos, etc., apenas considerando cenários de “business as usual” é totalmente errada. Os especialistas nas áreas técnicas da disponibilidade de energia devem ser consultados durante o processo de tomada de decisão.

11.     É essencial informar melhor sobre estas questões os decisores políticos e empresariais, e também o público em geral. Para isso é fundamental contar com um maior esforço da comunicação social, das autarquias locais, etc..

publicado por paradoxosfilho às 20:33
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Sábado, 19 de Maio de 2007

Sincronicidades 2

A Factura da Energia foi um conjunto de conferências e mesas redondas bem sucedido. O som integral vai ficar disponível no sítio/site não oficial da Associação de Antigos Deputados.

 

Muita informação científica, relato algumas ideias.

 

Todos estes anos os poços de petróleo tinham sempre uma grande margem entre o que forneciam e o que podiam fornecer, andava pelos 20% de folga. Agora e de 1 ou 2%. O petróleo ainda e a energia mais barata mas, não só por esse dado, chegamos ao pico de produção, ou melhor, ao planalto, o pico será dentro de meia dúzia de anos, no máximo. O gás e o carvão virão a seguir. Os preços vão subir exponencialmente e os países que não teem petróleo, como o nosso, serão os mais afectados. O carvão, que entretanto desenvolve técnicas limpíssimas de extracção e um tremendo produtor de CO2 nessa extracção, dai aparecer a energia nuclear como substituto para o seu emprego no fabrico de energia eléctrica. Assunto muito polémico.

 

Portugal tem um grande trunfo, que tem obrigação de desenvolver, e os pais da Europa com melhores condições para aproveitar a energia solar. Grandes centrais por aquecimento de água são possíveis. As células foto voltaicas teem aplicação nos telhados das casas (foi asneira usa-las numa central). E imenso o potencial, se todos os telhados a Sul o aproveitassem. As leis poderiam ajudar em vez de atrapalhar. A matéria-prima e a sílica, que vem da areia. Valeria a pena investigar uma forma nova de a extrair e produzir, em Portugal, telhas geradoras de energia. Não nos faltam cabeças universitárias. Temos matéria-prima e o mercado potencial é quase todos os telhados do mundo.

 

Falou se do disparate da OTA, é claro que os voos vão diminuir, haja prioridades nos investimentos e não pensemos que estamos no meio do século XX, não estamos!

 

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publicado por paradoxosfilho às 16:34
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Quarta-feira, 9 de Maio de 2007

Sincronicidade

"O nascer da Terra", foto da Apolo 8

      

                        Foi Jung quem cunhou esta palavra, título de um livro seu, para falar das “coincidências” improváveis que parecem ter um significado, que parecem falar connosco, quais mensagens do inconsciente colectivo.

                        Houve, há 200 anos, um artigo científico na Nature prevendo o efeito de estufa produzido pelo excesso de CO2 na atmosfera; desde há mais de 50 anos que se mede a subida anual desse gás e acaba de sair o relatório encomendado pela ONU que confirma a crise climática em que estamos e a responsabilidade humana nela, sobretudo pela queima de petróleo em quantidades crescentes. Temos uns 10 anos, no máximo, para parar esse crescimento que tem dois séculos e não pode continuar sem matar o planeta. Perdoe-se a bruta verdade científica.

                        Sincronicamente, descobre-se que a Terra não tem mais petróleo para dar. Dentro de uns 5 anos, no máximo, o aumento de produção de petróleo será impossível e deixará de corresponder ao aumento crescente da procura. Foi isto que ficou claro no primeiro seminário organizado pela Associação de Investidores(ATM), que convidou cientistas para o demonstrar com os dados disponíveis.

                        No “momento” (para a idade da Terra é-o!) em que descobrimos “a verdade inconveniente”, como Al Gore lhe chamou, de que temos que parar o aumento de produção de CO2 que vimos fazendo, no “momento” em que, tendo-nos entrado a verdade pelos olhos dentro, procuramos soluções, eis que a Mãe Terra, Gaia, sincronicamente, nos resolve o problema: vamos parar esse aumento anual de CO2 porque não teremos petróleo para o fazer!

              

                        A Factura da Energia é o título do novo seminário em que, além de se reverem os dados científicos se debaterá o assunto, a influência quase impensável que terá na economia mundial, na nossa vida. Decorre na Assembleia da República (que, por coincidência, tem uma comissão sobre o assunto) porque tem o apoio da AEDAR, a associação de ex-deputados. Os oradores prometem… as inscrições também!

 

publicado por paradoxosfilho às 01:33
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